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11/06/2019
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11/06/2019
 
 

Estudo Titan : Apalutamida em primeira linha para câncer de próstata metastático

Por: Dra Carolina Ferraz

A apalutamida é um inibidor oral do receptor de andrógeno. Seu uso foi aprovado no Brasil em outubro de 2018 com base nos dados do estudo fase III SPARTAN. Neste estudo o uso da apalutamida em combinação com terapia de deprivação androgênica (ADT)  foi testado para pacientes em recidiva bioquímica de PSA, para postergar o aparecimento de metástases em homens que já realizaram o tratamento local, receberam ADT e, ainda assim, apresentam aumento do PSA.

Apresentado no dia 31/05/19 no Congresso anual da American Society of Clinical Oncology (ASCO 2019) e concomitantemente publlicado na revista científica The New England Journal of Medicine , o estudo TITAN randomizou 1052 pacientes com câncer de próstata metastático sensível à castração , numa proporção  1:1, para receber apalutamida, em dose de 240 mg/dia, ou placebo, concomitantemente a terapia de privação androgênica. Foi permitida a inclusão de pacientes que haviam recebido tratamentos anteriores para doença localizada ou docetaxel para doença metastática, mas foram excluídos aqueles que receberam ADT e terapias hormonais prévias.

Os desfechos primários avaliados foram sobrevida livre de progressão radiológica (SLPr) e sobrevida global (SG). Alguns dos desfechos secundários incluíam tempo para início de quimioterapia citotóxica, tempo para progressão de dor, tempo de uso crônico de opioides e tempo para evento ósseo.

Uma amostra de 525 pacientes foram designados para receber apalutamida mais ADT e 527 para receber placebo mais ADT.  Na primeira análise interina, com uma mediana de 22,7 meses de acompanhamento, a porcentagem de pacientes com sobrevida livre de progressão radiográfica em 24 meses foi de 68,2% no grupo apalutamida e 47,5% no grupo placebo . A sobrevida global aos 24 meses também foi maior com apalutamida do que com placebo (82,4% no grupo apalutamida verus 73,5% no grupo placebo).

Os desfechos secundários favoreceram o grupo de apalutamida e a sobrevida livre de segunda progressão  também se mostrou superior, com quase 33% dos pacientes em uso de apalutamida não necessitando de uma segunda linha de tratamento sistêmico antineoplásico durante o seguimento.

A apalutamida mostrou um perfil de toxicidade manejável com frequência de eventos adversos de grau 3 ou 4 de 42,2% no grupo apalutamida e 40,8% no grupo placebo. Os eventos relatados foram principalmente representados por rash cutâneo, fadiga e hipotireoidismo.

Este estudo traz boas notícias ao cenário oncológico pois  abre espaço para incorporação de uma nova opção de droga no cenário do câncer de próstata metastático sensível a castração e a medicação já encontra-se disponível para uso no cenário nacional por aprovação da agência nacional de vigilância sanitária Brasileira.

Author profile
Dra Carolina Ferraz
Médico Oncologista at Real Instituto de Oncologia

Graduada em medicina pela Universidade Federal de Pernambuco, Residência em Clínica Médica no Hospital Getúlio Vargas (Recife-PE). Residência em Oncologia Clínica no Real Hospital Português de Beneficência (Recife-PE), Oncologista do Real Instituto de Oncologia e preceptora da residência de Oncologia Clínica do Real Hospital Português (Recife-PE)

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