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Pembrolizumabe em câncer de esôfago avançado

Por Caroline Patu

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) aprovou no dia 23 de março o tratamento com Pembrolizumabe para tratamento de pacientes com câncer de esôfago localmente avançado, recorrente ou metastático com expressão de PDL-1 positiva (maior ou igual a 10%) após a progressão a mais de uma linha de tratamento sistêmico.

Está aprovação foi baseada no estudo KEYNOTE-181, apresentado na ASCO GI 2019, na qual 628 pacientes foram randomizados na distribuição 1:1, para receber pembrolizumabe versus quimioterapia a escolha do investigador (paclitaxel, docetaxel ou irinotecano). Eles foram estratificados por histologia (escamosa vs adenocarcinoma) e região (Ásia vs resto do mundo), em pacientes que progrediram a uma ou mais linhas de tratamento.

O objetivo primário do estudo foi sobrevida global na população global, nos pacientes com histologia escamosa e nos pacientes com PDL-1 positivo com CPS maior ou igual a 10. Os objetivos secundários foram sobrevida livre de progressão, taxa de resposta e segurança.

Dos 628 pacientes, 401 tinham histologia escamosa e 222 tinham CPS maior ou igual a 10. A mediana de seguimento foi de 7,1 meses para os que usaram pembrolizumabe e 6,9 meses para os que trataram com quimioterapia. Houve melhora na sobrevida global com embrolizumabe vs quimioterapia em pacientes com histologia escamosa, mas não foi estatisticamente significativo (8,2 meses vs 7,1 meses, p = 0,0095).

A taxa de sobrevida global em 12 meses em pacientes com CPS maior ou igual a 10 foi de 43% vs 20% a favor do pembrolizumabe, com maior taxa de resposta (22% vs 6%, p =0,006), com duração mediana de benefício de 9,3 meses com o uso de pembrolizumabe e 7,7 meses no tratamento com quimioterapia. O perfil de efeitos adversos com imunoterapia foram semelhantes aos estudos prévios, com menor
eventos adversos relacionados ao tratamento quando comparado com quimioterapia.

Como conclusão deste estudo podemos estabelecer como padrão o tratamento com pembrolizumabe em segunda linha para os pacientes com neoplasia de esôfago avançada PDL-1 positivo com CPS maior ou igual a 10, com perfil de toxicidade mais bem tolerado em relação a quimioterapia.

Author profile
Dra Ana Caroline Patu
Médica Oncologista at Real Instituto de Oncologia

Graduação em medicina na Universidade Federal de Pernambuco.

Residência médica em oncologia clínica no Hospital Sírio Libanês, São Paulo-SP.

Oncologista do Real Instituto de Oncologia e do Hospital das Clínicas da UFPE.

Preceptora de Residência médica de Oncologia Clínica do Real Hospital Português.

 
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