Palbociclibe, uma nova opção de tratamento para neoplasia de mama metastático receptor hormonal positivo, Her-2 negativo.
14/03/2018
“Chemobrain” ou nevoeiro quimioterápico
28/03/2018
 
 

Pacific trial: Durvalumab after chemoradiotherapy in stage III non small cell lung cancer

Por: Carolina Ferraz

O estudo Pacific foi apresentado no congresso anual da Sociedade Européia de Oncologia (ESMO) que aconteceu em Madri (Espanha) entre os dias 08 e 12 de setembro de 2017. Posteriormente os resultados do estudo de  Antonia Scott e colaboradores foram publicados na edição de 16 de novembro de 2017 da revista de impacto mundial New England Journal of medicine, o que resultou na aprovação pelo FDA em 16 de fevereiro de 2018 do uso do Durvalumabe para tratamento de câncer de pulmão não pequenas células estádio III irressecável para pacientes que não apresentaram progressão de doença após protocolo de quimioirradiação.

Foi um estudo multicêntrico, randomizado, duplo cego, fase III que comparou o uso do durvalumabe, anticorpo monoclonal anti PDL1, a uso de placebo como terapia de consolidação em pacientes estádio III com câncer de pulmão não pequenas células que não tinham progredido após dois ou mais ciclos de tratamento definitivo com quimioterapia baseada em platina associada a radioterapia.

Um total de 713 pacientes foram randomizados num desenho 2:1 para receber durvalumabe (dose de 10 mg/kg) ou placebo a cada 02 semanas por um total de 12 meses.

O objetivo primário do estudo foi atingido, sendo identificado benefício significativo de sobrevida livre de progressão em favor da imunoterapia com durvalumabe (16,8 versus 5,6 meses, HR 0,52, IC 95%, 0,42-0,65 p < 0,0001). A taxa de sobrevida livre de progressão em 12 e 18 meses respectivamente, foi de 55,9% versus 35,3% e 44,2% versus 27%, também em favor do durvalumabe. A média de tempo para morte ou metástases a distância foi de 23,2 versus 14,6 meses , p< 0,0001 , favorecendo a imunoterapia.

Os dados de sobrevida global do estudo são ainda imaturos e não permitiram conclusões finais.

O benefício do durvalumabe foi observado independente da expressão de PDL-1.

Como já observado em estudos com imunoterapia, Durvalumabe teve um perfil de segurança gerenciável e os riscos de toxicidades da droga foram associados a efeitos imunomediados

Este estudo foi, portanto, de grande importância no cenário da oncologia clínica mundial pois resultou na aprovação pelo FDA da primeira terapia para consolidação a demonstrar redução do risco de progressão de cerca de 03 vezes em comparação ao placebo em pacientes com câncer de pulmão não pequenas células estádio III que não progrediram a tratamento definitivo com quimiorradioterapia.

Author profile
Dra Carolina Ferraz
Médico Oncologista at Real Instituto de Oncologia

Graduada em medicina pela Universidade Federal de Pernambuco, Residência em Clínica Médica no Hospital Getúlio Vargas (Recife-PE). Residência em Oncologia Clínica no Real Hospital Português de Beneficência (Recife-PE), Oncologista do Real Instituto de Oncologia e preceptora da residência de Oncologia Clínica do Real Hospital Português (Recife-PE)

Buy now