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Seguimento intensivo versus minimalista em pacientes com câncer de endométrio tratadas- Estudo TOTEM

Por Dra. Andrezza Santos

O estudo TOTEM foi apresentado no congresso virtual da Sociedade Americana de Oncologia (ASCO) 2021.

Nesse estudo 1.847 mulheres com neoplasia de endométrio operadas, sem doença residual, e após tratamento adjuvante, nos casos em que estava indicado, foram agrupadas de acordo com o risco de recorrência da doença e randomizadas para seguimento intensivo ou minimalista.

O objetivo primário do estudo era avaliar a diferença de sobrevida global entre as duas formas de seguimento.

Na população considerada de baixo risco para recorrência (ECIA grau 1 ou grau 2) o seguimento intensivo era realizado com : exame clínico a cada  04 meses nos primeiros 02 anos e semestral do terceiro ao quinto ano além de tomografias  anuais nos 02 primeiros anos e Papanicolau anual do primeiro ao quinto ano.

Nesse mesmo grupo, o seguimento minimalista era realizado apenas através de exame clínico semestral nos primeiros 05 anos de acompanhamento.

Entre as pacientes de alto risco para recorrência de doença (ECIA grau 3 ou ≥ IB) o seguimento intensivo era realizado por meio de exame clínico + Ca125 a cada 04 meses nos três primeiros anos e semestral no 4º e 5º ano além de tomografias e Papanicolau anuais até o quinto ano. Ultrassonografias abdominais e endovaginais eram realizadas nos intervalos entre as tomografias.  Em contrapartida no seguimento minimalista era utilizado apenas exame clínico a cada 04 meses nos dois primeiros anos e semestral do 3º ao 5º ano além de tomografias anuais.

Quando avaliada toda a população do estudo não houve diferença em sobrevida global entre os grupos de pacientes submetidas a seguimento intensivo ou minimalista (HR-1,12; p=0,424).

Mesmo quando analisada de forma separada, por risco de recorrência (alto e baixo risco), também não houve diferença em sobrevida global ou sobrevida livre de recorrência.

No momento da recidiva em torno de 64% das mulheres eram assintomáticas e houve uma maior proporção de diagnósticos na população submetida a seguimento intensivo.

Não houve diferença em qualidade vida entre os grupos de seguimento, porém a qualidade vida só foi avaliada em metade da população do estudo.

Esse foi um estudo bastante importante, uma vez que estudos de seguimento são escassos, o que leva a condutas bastante heterogêneas entre os diversos centros e dificulta a utilização racional dos recursos financeiros. Além disso, foi estudo randomizado e com um seguimento longo, 66 meses, que nos permite concluir que seguimento intensivo apesar de diagnosticar mais recidivas assintomáticas, não melhora a sobrevida global, principalmente na população de baixo risco que representou cerca de 60% da população desse estudo.

J Clin Oncol 39, 2021 (suppl 15; abstr 5506)

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