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IMbassador250

Por Paloma Porto

O estudo fase 3 IMbassador250 falhou em demonstrar qualquer benefício nos desfechos em pacientes com câncer de próstata metastático resistente a castração (mCRPC) com a adição de atezolizumabe a enzalutamida.
A hipóstese dos investigadores foi baseada na possibilidade de a enzalutamida aumentar a sinalização do IFNɣ e sensibilizar as células tumorais para a morte imuno-mediada, os tornando candidatos a combinações com inibidores de PD-L1 / PD-1.
O estudo incluiu 759 pacientes com mCRPC que progrediram com abiraterona e docetaxel ou eram inelegíveis a terapia baseada em taxano. Os pacientes foram randomizados 1:1 para receber atezolizumabe 1200 mg a cada 3 semanas associado a enzalutamida 160 mg/dia versus enzalutamida 160mg/dia.
Depois de um follow-up minimo de 11 meses, o desfecho primário de sobrevida global foi semelhante entre os dois braços do estudo, com uma mediana de 15,2 meses para o grupo que recebeu atezolizumabe mais enzalutamida e 16,6 meses para os que receberam apenas enzalutamida. A sobrevida global em 12 meses foi de 60,6% e 64,7% respectivamente.
Esses resultados foram semelhantes em todos os subgrupos pré-especificados, inclusive naqueles com uso prévio de docetaxel, realização de terapia local e nos diferentes níveis de expressão de PD-L1.
Também não foi observado melhora significativa em outros desfechos como sobrevida livre de progressão radiográfica ou tempo de progressão do PSA com a combinação versus enzalutamida sozinha.
As análises de resultados secundários e desfechos exploratórios estão em andamento e serão apresentados posteriormente.
Os eventos adversos relacionados ao tratamento de qualquer grau ocorreram em 77,8% dos paciente do grupo da combinação e em 51,1% para os que fizeram enzalutamida em monoterapia, com eventos grau 3-4 ocorrendo em 28,3% e 9,6%, e grau 5 em 1,9% e 0,3%, respectivamente.
Quatorze porcento dos pacientes descontinuaram algum dos tratamento no grupo da combinação e 6% no grupo da enzalutamida sozinha.
Em conclusão, atezolizumabe em combinação com enzalutamida não mostrou benefício em sobrevida global quando comparado a enzalutamida em monoterapia o que levou a um fechamento precoce do estudo.
Esses resultados foram apresentados por Sweeney C. Na AACR (American Association for Cancer Research) que ocorreu de forma on-line nos dias 27 e 28/04/2020.
 
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