Keynote 181: Pembrolizumab versus quimioterapia em Cancer esofágico avançado

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Keynote 181: Pembrolizumab versus quimioterapia em Cancer esofágico avançado

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O câncer de esôfago é a sétima causa mais comum de câncer e a sexta causa mais comum de morte relacionada ao câncer em todo o mundo O tratamento da doença irressecável, localmente avançada ou metastática é limitado, com estimativa de sobrevida em 5 anos menor que 5%.

Estudo fase 2 Keynote-180 mostrou que o pembrolizumab oferecia respostas duráveis com perfil de toxicidade aceitável em pacientes que haviam progredido a 2 ou mais linhas de tratamento . Foi desenvolvido posteriormente este estudo Fase 3, apresentado na ASCO-GI em 2019 e publicado no último setembro no Journal of Clinical Oncology.

Entre dezembro de 2015 e Junho de 2017, este estudo multicêntrico e internacional randomizou 628 pacientes com Adenocarcinoma ou Carcinoma de células escamosas de esôfago com doença avançada após progressão a primeira de linha de quimioterapia.  Eram estratificados de acordo com histologia e região geográfica  (Asia vs resto do mundo).

Os pacientes eram submetidos a Pembrolizumab 200mg a cada 3 semanas por até 2 anos ou quimioterapia a escolha do investigador (paclitaxel 80-100mg/m² D1, D8 e D15 a cada 28 dias, docetaxel 75mg/m² a cada 21 dias ou irinotecano 180mg/m² a cada 14 dias ).

O desfecho primário era sobrevida global em pacientes com PDL1 CPS ≥ 10, em pacientes com carcinoma de células escamosas e em todos os pacientes.  Os desfechos primários eram sobrevida livre de progressão, taxa de resposta objetiva pelo RECIST 1.1 em pacientes com PD-L1 CPS ≥ 10, em pacientes com Carcinoma de células escamosas e em todos os pacientes, além de segurança e tolerabilidade.

A maioria dos pacientes era do sexo masculino (86.6%) e 63.9% tinham carcinoma de células escamosas. Como resultado, o uso de pembrolizumab mostrou ganho de sobrevida global nos pacientes com CPS ≥ 10 (9.3 v 6.7 meses, HR 0,69).  Com relação aos pacientes com CEC, houve benefício de 8.2 meses x 7,1 meses, no entanto essa diferença não atingiu significância estatística. Quando analisados todos os pacientes, também não houve benefício.

Em relação aos efeitos adversos, toxicidade graus 3-5 ocorreram em 18.2% dos pacientes em imunoterapia e em 40.9% dos pacientes em quimioterapia.

Em resumo, Pembrolizumab prolongou sobrevida global na 2ª linha dos pacientes com Ca de esôfago avançado com PD-L1 CPS ≥ 10, com menos efeitos adversos em relação a quimioterapia.

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