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Maintenance Olaparib in Patients with Newly Diagnosed Advanced Ovarian Cancer

Por Dra. Andrezza Santos

O estudo SOLO1 foi apresentado no congresso da Sociedade Europeia de Oncologia Clínica (ESMO) que ocorreu em Munique (Alemanha) entre os dias 19 e 23 de Outubro de 2018 e publicado no New England Journal Of Medicine em 21 de novembro de 2018.

Nesse importante estudo de fase III, 391 pacientes com neoplasia epitelial de ovário ECIII e IV, recém diagnosticadas, e após tratamento adjuvante padrão com carboplatina e paclitaxel foram randomizadas 2:1 para receber tratamento de manutenção com o inibidor de PARP olaparibe na dose 300mg 2x por dia ou placebo.

Foram incluídas apenas pacientes com histologia serosa ou endometrióide de alto grau e com mutação somática ou germinativa nos genes BRCA1 e ∕ou BRCA2. Poderiam receber cirurgia como tratamento inicial (up front) ou começar com quimioterapia e receber cirurgia de intervalo. Após o término da adjuvância, aquelas com resposta completa (sem evidência de doença por exames de imagem e CA125 normal) ou parcial (redução ≥ 30% no volume tumoral ou sem evidência de doença por exames de imagem mas com CA125 acima do limite superior da normalidade) foram randomizadas para olaparibe de manutenção ou placebo.

O tratamento foi mantido por 02 anos nas pacientes sem evidência de doença enquanto que naquelas com resposta parcial era possível seguir o tratamento até progressão.

O objetivo primário do estudo foi sobrevida livre de progressão de doença. Após um seguimento mediano de 41 meses, foi estimado uma sobrevida livre de progressão em 03 anos de 60% para o grupo tratado com olaparibe e 27% para o grupo que recebeu placebo (HR- 0,30; IC 0,23-0,41; p< 0,001).

Eventos adversos graus 3 e 4 ocorreram principalmente no grupo tratado com olaparibe (39% vs 18%). Na maioria dos casos a toxicidade foi hematológica, manejada com ajuste de dose e sem necessidade de suspensão do tratamento.

Esse foi o primeiro estudo publicado com terapia de manutenção com olaparibe em primeira linha de tratamento e determina uma mudança na prática clínica. A redução de 70% no risco de recorrência de doença vista nesse estudo representa um ganho sem precedentes no tratamento de uma neoplasia que na maioria dos casos é diagnosticada em fase localmente avançada, com a maior parte das pacientes recidivando dentro de três anos do tratamento inicial.

Author profile
Dra. Andrezza Santos
Médico Oncologista at Real Instituto de Oncologia

Residência em oncologia Clinica no Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira IMIP, Mestrado em cuidados paliativos pelo IMIP, Preceptora das residências de oncologia clínica do IMIP, Hospital Universitário Osvaldo Cruz -HUOC e do Real Hospital Português

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